segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Tributo a Robinson Crusoé

Esse poema foi feito por mim e pela minha colega Mariane Lima, fizemos esse poema homenageando ao livro que nós lemos em 2011 chamado Robinson Crusoé escrito por Daniel Defoe. Aqui vai ela:


      Tributo a Robinson Crusoé

Em uma ilha fui parar

Sem alguém para amar

Ou ao menos conversar


A ilha me deixou desolado

Na escuridão constante

Mas não me deixo levar 

Por esse sentimento inquietante


Faço amizades com a natureza

em meio à solidão
 
Apenas tinha para "conversar"

Um papagaio e um cão


Agradeço a Deus todo dia 

Pelo pão de cada dia

Tenho orgulho de tudo que conquistei

Porque dessa ilha uma dia sairei.

                                                                                                     30.11.2011, Escola Parque.
                                                                                                                               De: Clinton Coelho e Mariane Lima

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Análise da Obra: Jubiabá de Jorge Amado.


HQ de Jubiabá - Autor: Spacca
Clinton Coelho - O livro Jubiabá traz o modo de pensar do negro Antônio Balduíno. Ele pensava em não se curvar a qualquer pessoa e por isso acabou decidindo ser livre. Preferiu viver nas ruas para sobreviver. Balduíno decidiu lutar por sua causa. Seu objetivo era dizer para os brancos que os negros não são mais escravos, que eles são fortes e perseverantes.
Caíque Nascimento - O livro Jubiabá retrata a vida de Antônio Balduíno, o Baldo, negro órfão que foi criado por sua tia Luísa, que sofria de dores de cabeça tão fortes que um dia enlouqueceu. Então ele foi morar com o comendador. Mas o fundamental deste livro é sobre a liberdade aos olhos de um negro jovem, forte e aventureiro em busca da razão da sua vida.




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

VÍTIMAS DO MEDO


Os bandidos matam a sangue frio.
O meu povo está com medo desse inferno,
Chega de tanto ódio nesse mundo
Crianças são encontradas com marcas no corpo
Adolescente que é atropelado
Em cada canto da cidade tem um mano com problema de coração
Mãe que perdeu seu único filho para o tráfico,
Trabalhador sendo assaltado no banco.


Cada dia que se vai os gambé ficam com raiva da gente.
Não vejo as crianças indo ao parque,
Vários inocentes estão presos até hoje
Vejo no chão um pouco de sangue
Quem sofre com a guerra é o povo pobre,
Quando alguém que a gente ama se vai é triste.

Histórias que não são boas.
Casamentos destruídos,
O crime faz muitas vítimas.

Até no Natal os bandidos não tem pena.
Na cadeia os meus manos pensam nas famílias que estão aqui fora,
Pai de família que morre de forma tão violenta
Estamos com muito medo dessa guerra fria
Amor não é isso e o mundo não tem ainda,
Os governadores tem vergonha de entrar na favela.

30.12.2012 Marco Antônio  
fonte da imagem: http://assuntogeral.spaceblog.com.br/1061875/Policia-invade-complexo-Alemao/                                                                                 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Prévia de um conto

Por Carlos Reis:




Todos se alinharam no alto da colina, sacaram as armas e esperaram.
Adric adiantou-se sobre os guerreiros – de espada e escudo em punhos – sorriu levemente enquanto espreitava o acampamento inimigo e praguejava com a voz poderosa:
 - Esses homens macularam com sangue e desonra nossas terras. Essa é uma ofensa intolerável para com o nosso povo. Esperemos todos estarem cientes de nossa presença para nos enfrentarmos de igual para igual.
Os vigias deram o alarme, a resistência inimiga foi rapidamente formada e os sulistas já avançavam bradando. Adric sorriu novamente:
 - Agora eu testo as habilidades e fidelidades de todos vocês. Só ataquem quem atacar vocês. Não se ajudem, cada um de vocês é auto-suficiente para defender-se sozinho. Sem piedade, sem prisioneiros.
Os sulistas vieram disparados em nossa direção e um por um, todos foram sendo ceifados. As mulheres avançavam pelo lado direito do acampamento, eliminando os arqueiros e batedores e se espalhando por entre as choupanas as incendiando.
Mas os sulistas insistiam em subir a colina e digladiar conosco. Decisão tola. Todos foram assolados. Os que viam em seguida fugiram aterrorizados à medida que descíamos em direção ao acampamento com os olhos fumegando pelo combate.
...
Surge das sombras aquele que seria o líder da legião sulista, guerreiro alto de pisadas fortes, armado com um pedaço de madeira vem derrubando todos que estão no caminho furioso com nossa chegada. Talvez tenhamos o atrapalhado no cortejo de alguma rapariga sulista, penso. Imagino-o decepado no chão poeirento e tarde de mais percebo que o subjuguei, pois num rápido movimento ele chegou até a mim e me derrubou bradando em direção a Adric.
Rapidamente levantei e fiquei observando a furiosa luta dos dois se iniciar. Leão contra leão. Duas lâminas brandindo e faiscando velozmente ao sol que emergia no horizonte. Quando me dei conta, uma roda havia se formado, os dois viram-se encurralados por todos os homens e mulheres da expedição. Contudo, a luta foi pausada. Rosnando feito cão, o líder sulista reagiu à situação:
 - Maldito seja o povo destas terras! Maldito seja aquele, o líder dessa falange! Desonroso em me manter vivo para em seguida matar-me sem ao menos dar-me o direito de uma luta justa!
Subitamente, Adric bradou:
 - Essa é uma luta justa, demônio sulista! – erguendo sua lâmina - Nenhum deles se envolverá nesse embate. Só atacaram se forem atacados antes.
Os dois comandantes se puseram em guarda e avançaram um contra o outro novamente. Suas lâminas poderosas trincavam furiosamente em meio à gigantesca fogueira que o acampamento havia se tornado. Os guerreiros agora corriam de volta à colina para manter-se a salvo das chamas. Apenas os dois líderes continuaram lá, ignorando o calor abrasante, digladiando em meio ao inferno, sem recuar. Suas mentes não mais controlavam suas ações, seus corpos, apenas seus espíritos sedentos por batalhas os mantinham vivos.
Mesmo quando suas vestes queimavam, mesmo quando suas carnes crepitavam, nenhum deles desistia. Rodopiavam, trocavam socos, chutes e espadadas que podiam ser ouvidas de longe como tambores e triângulos em celebrações.
O fogo foi crescendo vertiginosamente a ponto de cubrir-me a visão do embate. O que se via era apenas a silhueta dos dois. O que se ouvia eram apenas os sons dos seus golpes, ecoando.
Espetáculo nunca antes observado por nenhum guerreiro de nosso povo, nunca antes cantado por nenhum bardo. A surpresa estava estampada no rosto de cada um dos espectadores observando incrédulos, aquela cena única. De repente, algo aconteceu: um dos dois, não se sabia quem, havia tombado! O outro havia caído com o golpe que aplicara para em seguida levantar cambaleando e vir em nossa direção.
Temendo que nosso inimigo tivesse sido vitorioso e estivesse vindo para nos enfrentar, sacamos nossas armas para abatê-lo.
Mas não era nosso inimigo, era o Adric, que cambaleava sorrindo até nós.